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tipos diferentes de embolização do fígado

Esta técnica, de uso recente no Brasil, é uma das mais novas ferramentas contra o câncer. Combina embolização e radioterapia, sendo conhecida como radioembolização trans-arterial. Este tratamento pode ser indicado na sequência de uma quimioterapia ou de cirurgias, e tem seu lugar onde as demais terapias falharam ou estavam contra-indicadas.

Na seleção de pacientes para este tratamento é necessário avaliar o problema por meio de exames de sangue, tomografias ou ressonâncias magnéticas ou ainda o exame PET. Após, se realiza um estudo prévio da circulação do fígado (arteriografia), quando são feitas cintilografias para simulação do tratamento e confirmação da indicação.

Durante o tratamento, são injetadas na artéria hepática pequenas partículas (microesferas) que têm associadas no seu interior a substância radioativa chamada ítrio-90. TheraSphere® e SIR-Spheres® são os nomes de duas marcas de partículas utilizadas com esta finalidade. Estas microesferas são extremamente pequenas (cerca de um terço do diâmetro de um fio de cabelo). Por causa de seu pequeno tamanho e peso, conseguem atingir também os pequenos vasos sanguíneos que rodeiam os tumores.

A radiação é a forma efetiva de destruir tumores, mas pode prejudicar órgãos e tecidos mais sensíveis a ela. Deve ser aplicada de forma cuidadosa, com dose adequada nas partes distintas do corpo. O fígado é um órgão muito sensível e tolera apenas pequenas doses de radioterapia externa (aplicada por fora). Porém com o uso desta técnica, podemos aplicar doses altas de radiação de forma localizada no tumor. Como o efeito da radiação é sentido não só pelo tumor, mas também em pequena escala no tecido saudável do fígado, devemos ter grande cuidado na escolha de pacientes para este tratamento.

A radioatividade presente no produto atua diretamente nas células tumorais a fim de destruí-las. As microesferas ficam radioativas por curto período de tempo. Após duas semanas, apenas 3% da radiação inicial se mantém, e após um mês, já se exauriu toda a radiação. Como esta radiação atinge distâncias curtas na sua propagação, seus efeitos estão limitados basicamente ao tumor. As microesferas ficam no fígado permanentemente e sem qualquer efeito prejudicial.

Após o tratamento, outros exames serão realizados para verificar a distribuição adequada das microesferas.

A embolização hepática é também conhecida como embolização trans-arterial. O exame é efetuado na sala de Angiografia, também conhecida como de Hemodinâmica.
Habitualmente, após a anestesia local, é feito um pequeno corte ou incisão de meio milímetro, para puncionar uma artéria da virilha. Introduz-se um cateter que vai até à artéria que irriga o fígado e utilizando-se raios X, que vai até à artéria que irriga o fígado e utilizando-se raios X, um corante ou contraste é injetado na corrente sanguínea para ajudar o médico entrar na circulação do fígado. Uma vez que o cateter esteja na posição correta, inicia-se a injeção de pequenas partículas na artéria, para obstruí-la.

Esta abordagem, também conhecida como quimioembolização trans-arterial, combina a embolização com o efeito das drogas de quimioterapia.É feita de forma semelhante à anterior, porem lança mão do uso pequenas partículas que emitem um medicamento de quimioterapia associado.

Quais os possíveis efeitos indesejados da embolização?

As possíveis complicações, após a embolização, incluem dor abdominal, febre, náusea, infecção no fígado, inflamação da vesícula biliar e coágulos de sangue nos principais vasos sanguíneos do fígado. Como o tecido saudável do fígado pode ser afetado, existe o risco de que a função hepática piore após a embolização. Este risco é maior se um grande ramo da artéria hepática for embolizado. 

Complicações sérias não são comuns, mas são possíveis.